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A vida selvagem na bacia do Nilo

por Mäyjo, em 24.05.17

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O Nilo é considerado o rio mais comprido do mundo, estendendo-se por 6.853 quilómetros ao longo do continente africano. Os seus recursos hídricos são partilhados por nada mais nada menos que onze países.

A fonte primária do Nilo é o Lago Victória, mas são vários os afluentes que contribuem para alimentar este grande curso de água e a sua bacia hidrográfica. Os dois principais afluentes do rio são o Nilo Branco e o Nilo Azul. O Nilo Branco é considerado o curso primário do próprio Nilo, partindo do Lago Victória. Já o Nilo Azul é a principal fonte de água e de solo fértil, nascendo no Lago Tana, na Etiópia. Os dois Nilos juntam-se na capital do Sudão, Cartum. Daí, o Nilo corre para o Lago Nasser, no Egipto, e depois para o delta, desaguando no Mediterrâneo. É dos poucos grandes rios que corre de sul para Norte.

A bacia hidrográfica do Nilo compreende cerca de 3.400.000 quilómetros quadrados e alberga uma grande diversidade de vida selvagem, que Harald Pokiesser fotografou para o Guardian.

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publicado às 09:29

Delta do Rio Nilo

por Mäyjo, em 23.05.17

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Egito

 

30°54′N 31°7′E

O delta do Rio Nilo cobre aproximadamente 240 quilómetros (150 milhas) do litoral egípcio e a região contém cerca de metade dos 80 milhões de pessoas do Egito.

Como o delta já não recebe um suprimento anual de nutrientes e sedimentos a montante devido à construção da barragem do Assuão, o solo das planícies de inundação tornou-se mais pobre e grandes quantidades de fertilizantes são agora utilizados. Além disso, o aumento dos níveis do mar (que transportam água salgada) está destruindo quintas e um aumento estimado de 30 centímetros até 2025 deverá inundar mais 200 quilómetros quadrados.

 

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publicado às 21:57

DESCARGAS ILEGAIS ESTÃO A POLUIR O RIO ALMONDA, EM TORRES NOVAS

por Mäyjo, em 29.10.16

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A denúncia é feita pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que alerta para o facto de estarem a ser feitas continuamente descargas ilegais na Ribeira da Boa Água, afluente do Rio Almonda, sem intervenção por parte das autoridades.

 

A situação é conhecida localmente no concelho de Torres Novas, com várias denúncias registadas desde o ano passado, que levaram a acções de fiscalização por parte do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Todas estas entidades detectaram problemas graves de poluição no Ribeiro do Serradinho e na Ribeira da Boa Água, afluente do Rio Almonda, no concelho de Torres Novas, mas até hoje a situação continua por resolver.

Alegadamente, a empresa Fabrióleo é apontada como a responsável pelas descargas ilegais de águas residuais, provocando segundo a Quercus “forte contaminação do Ribeiro do Serradinho com efeitos na degradação da qualidade da água das linhas de água a jusante da unidade fabril, nomeadamente da Ribeira da Boa Água até ao Rio Almonda.” O uso destas linhas de água está assim a ficar comprometida para a agricultura, para além das consequências negativas no ambiente e na saúde da população torrejana.

Em Setembro de 2015, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um Mandado à Fabrióleo, que determinou a suspensão imediata da licença de descarga e a proibição de descargas na linha de água. No entanto, as descargas continuaram. Na mesma altura foi também levantado um Auto de Embargo devido a obras realizadas em domínio hídrico e destinadas à ampliação da ETAR da unidade fabril, sem que existisse licença de construção. A Quercus avança que “as obras continuaram em crime de desobediência e houve participação ao Ministério Público, contudo a situação continua por regularizar.”

No local é neste momento visível “águas oleosas estagnadas, de cor alaranjada, a jusante da ETAR da Fabrióleo, enquanto que a montante do terreno da empresa a linha de água encontrava-se sem quaisquer vestígios de descargas de efluentes.”

Para a Quercus, as “entidades públicas têm adiado a tomada de decisões firmes”, apelando assim ao Governo, nomeadamente ao Ministério do Ambiente, ao Ministério da Economia e ao Município de Torres Novas, que sejam tomadas medidas urgentes para resolver esta situação.

Paralelamente, a associação ambiental associa-se também à petição pública “Salvemos a Ribeira da Boa Água”, criada pelas populações locais. 

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publicado às 13:54

Onde se escondem as novas barragens?

por Mäyjo, em 29.04.16
O Estado Portguês pretende implementar o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH).
Das dez inicialmente previstas, seis continuam em projeto, atingindo os rios Tua, Tâmega, Torno/Louredo e Mondego.
Onde se localizam? Qual o estado das obras? Quem as constrói? Quem se opõe?

Descubra, clicando nos pontos marcados no mapa.

 
Foz Tua
Fridão (escalão principal)
Fridão (escalão jusante)
Daivões
Gouvães
Alto Tâmega
Girabolhos
Bogueira

 

 

in:

Projeto Rios Livres
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
www.geota.org
facebook.com/rioslivres
Março de 2015

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publicado às 10:20

HIDROGRAFIA

por Mäyjo, em 30.03.16

 

HIDROGRAFIA  Drenagem dos rios para os principais

Drenagem dos rios para os principais oceanos e mares.  

As áreas cinzentas são bacias endorreicas que não drenam para o oceano.

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publicado às 16:20

Rede hidrográfica

por Mäyjo, em 10.03.16

Todos os caminhos levam até Roma. -rede hidrográ

"Todos os caminhos levam até Roma"

 

Rede hidrográfica é o conjunto formado por um rio principal e por todos os cursos de água tributários (afluentes e subafluentes)

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publicado às 16:14

CHINA: O IMPACTO DAS MINAS DE CARVÃO NA BACIA DO RIO AMARELO

por Mäyjo, em 17.11.15

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As minas de carvão da bacia do Rio Amarelo

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publicado às 10:00

Água

por Mäyjo, em 11.11.15

3 DIAS - Isso é quanto tempo você pode sobreviver sem água! 

E em apenas algumas décadas, mais de metade de todas as pessoas enfrentarão escassez severa de água. Então, se a água pudesse falar, o que diria? 

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Como muitas cidades ao redor do mundo, Bogotá, Colômbia conta com as montanhas ao redor como uma fonte de água fresca. Muito acima da cidade, as plantas agem como esponjas, absorvendo água de chuva, neblina e nuvens e então lentamente canalizando-a através de rios e lagos e, finalmente, para os 8 milhões de pessoas que ali vivem.

Mas este sistema esponja está sendo derrubado para dar lugar a fazendas de batata e outras atividades agrícolas. Esta degradação combinada com mudança nos padrões climáticos levou a mais enchentes e deslizamentos, resultando em encostas erodidas e rios entupidos com sedimentos.

Conservation International está "a ouvir a água". Perto de Bogotá, está a restaurar a bacia danificada e a ensinar as comunidades e autoridades locais como cultivar e desenvolver as suas comunidades sem destruir a capacidade da natureza para apoiá-los.

A natureza está falando, e CI está a tomar medidas importantes para ajudar a proteger as fontes de água para algumas das maiores cidades do mundo. Você pode tomar medidas também, compartilhe a mensagem agora.

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publicado às 09:22

QUAL O PASSADO DO RIO AMAZONAS?

por Mäyjo, em 09.07.15

Há muito que o debate sobre a origem do rio Amazonas divide investigadores, e o caso não é para menos: trata-se do maior rio do mundo, com sete mil quilómetros de extensão e 20 quilómetros de largura, quando chega a Manaus.

Em tempos, uma equipa de investigadores do Rio de Janeiro concluiu, com base em fósseis de peixes, que há 2,5 milhões de anos um esboço do rio Amazonas corria para oeste e desaguava numa área árida do Caribe. Agora, um geofísico de São Paulo apresenta uma nova possível explicação para a formação do rio e da bacia Amazónica, sugerindo que as suas águas já fluíam para leste há muito mais tempo, há cerca de 10 milhões de anos.

De acordo com este estudo, desenvolvido a partir de uma simulação matemática da evolução do terreno e do depósito de sedimentos na região, o rio Amazonas teria tomado o seu sentido actual, de oeste para leste, não só em consequência de alterações no interior da Terra, que desencadearam um surgimento da porção oeste da Amazónia, de acordo com a abordagem tradicional, mas também como resultado da movimentação da própria superfície terrestre. Um aumento na erosão das cordilheiras andinas pelas intempéries teria criado o declive que se estende dos Andes à Ilha de Marajó – e por onde hoje escorre um quinto das águas fluviais do planeta.

“Mostrei que a própria dinâmica da erosão e sedimentação teria sido capaz de modificar a drenagem da região”, afirmou ao Planeta Sustentável a o geofísico Victor Sacek, professor da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou esta hipótese num artigo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters. As suas conclusões convergem com as do geólogo Paulo Roberto Martini, cuja equipa estabeleceu em 2008 o rio Amazonas como o mais extenso do mundo.

“A rapidez com que os Andes crescem e a erosão que o Amazonas provoca na cordilheira são monumentais”, diz Martini. “O rio transporta para o mar o equivalente a mais de um Pão de Açúcar inteiro de sedimentos por mês.”

Para entender essa hipótese, é preciso rever a evolução da paisagem na região. Há 24 milhões de anos, no início do período geológico conhecido como Mioceno, as nascentes dos rios do norte da América do Sul não ficavam nos Andes, como hoje, mas em relevos bem menos expressivos a oeste, que dividiam as águas da região em duas bacias hidrográficas distintas.

A leste do divisor de águas, os rios desciam em direção à actual foz do Amazonas. A oeste, os rios seguiam na direcção oposta, rumo a bacias aos pés dos Andes, e alimentavam imensos lagos e pântanos, que formavam uma área alagada 20 vezes maior que o actual pantanal, conhecido como Sistema Pebas.

De acordo com a geóloga Carina Hoorn, da Universidade de Amsterdão, na Holanda, as bacias separadas pelo Arco Purus teriam começado a fundir-se há 16 milhões de anos. Assim, o rio Amazonas e sua bacia teriam ganho a sua extensão actual durante os seis milhões de anos seguintes, quando a inclinação do relevo do norte do continente fez a água dos lagos entre os Andes e o Arco Purus começar a fluir por rios preferencialmente para leste.

Estas conclusões foram reforçadas pela equipa do geólogo Jorge de Jesus Figueiredo, depois de esta recolher e analisar amostras de rochas em poços de sondagem no fundo do mar próximo à foz do Amazonas.

Saiba mais sobre o tema neste link e veja algumas das mais belas fotos do Amazonas.

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publicado às 08:23

TAMPÕES PODEM AJUDAR A COMBATER A POLUIÇÃO

por Mäyjo, em 28.06.15

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Além de serem um produto de higiene íntima feminina, os tampões servem agora um propósito mais científico: ajudar a detectar o nível de poluição dos rios. De acordo com uma nova investigação britânica, o algodão utilizado na produção dos tampões não é o mesmo utilizado na indústria têxtil por motivos de higiene, mas é altamente absorvente.

A sua capacidade de absorção dos tampões torna-os capazes de captar as substâncias químicas provenientes das várias indústrias – nomeadamente a cosmética – que são lançados para os rios. Quando são expostos a luz ultravioleta, os tampões que absorveram água contaminada ficam fluorescentes, indicando a presença de agentes nocivos.

A descoberta desta capacidade dos tampões aconteceu quando uma equipa de investigadores da Universidade de Sheffield tentava descobrir quais as construções britânicas modernas que estavam a lançar resíduos para os cursos de água, escreve a BBC.

“Os meus estudantes deram conta que o tampão era o objecto perfeito: o algodão não está tratado, têm um cordão na exterminada que permite prendê-lo e estão protegidos por um invólucro. São uma ferramenta científica perfeita”, explica David Lerner, coordenador do estudo à estação britânica.

Ao fim de alguns dias debaixo de água, como explica o investigador, os tampões expostos a luz ultravioleta absorvem os produtos químicos provenientes das fábricas, por mais pequena que seja a sua concentração. A utilização destes produtos é também uma maneira rápida e económica de estudar as bactérias existentes nos rios e determinar a qualidade das águas.

Foto: Sibelius1982 / Creative Commons

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publicado às 21:34


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

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